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terça-feira, 24 de maio de 2011

NOSTALGIA INCOERENTE
(e demente...)


Fui para bem longe...
Conheci lugares esplêndidos
Belos castelos e palácios
Fui ao topo de torres famosas
Andei por trilhos desconhecidos
Bebi dos melhores vinhos e fui tratada como "rainha"...
Mas os momentos mais felizes estão guardados em lugares simples
Com vinhos baratos e pessoas especiais
Que mudaram minha vida
– Mas que deixei para trás.
Músicas em cordas de nylon
Que falavam sobre pão de mel
Pipoca com pimenta e ketchup
Programas de TV inúteis e engraçados
Um simples café com bolo de milho
Chimarrão na praça com rapadura
Bergarmota ao sol, "lagarteando"
Minha Heineken na sacada
Banho de mar livre, sem biquini
Um Rafting e uma piada idiota
Minha bicicleta e o pneu estourado...
Fui feliz naquela manhã em que 
fizeram o pior chocolate quente de minha vida
E naquela tarde de pôr-do-sol no Guaíba.
Agora, tenho o mundo em minha mente
E à minha frente
Mas pouquíssimos amigos aqui...
Amores? – Nenhum que me mereça
E vc pergunta: Por que não volta?
Medo de voltar e não ter tudo o que perdi de volta.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

The Rain Walls

THE RAIN WALLS


As the rain falls
My pain get less
I'm surrounded by cold walls
And no way to tidy up this mess


I can't organize my heart
My thoughts fly away 
And we both know that it's to hard
So I have to runaway


Far away from home
I may find some peace of mind
Please, Do not come
I will not be kind


Let the rain fall
You may wait, if you want
But I may not get through this wall
You have, bitterly, built once

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Este estúpido coração...




Comete sempre os mesmos erros.
Não há mais sentido em fazer promessas 
para aliviar o peso absurdo 
De decisões erradas e precipitadas...
Mas todas, sem exceção,
Foram feitas por este estúpido coração
Que insiste, mesmo que involuntariamente,
Pôr em risco a minha doce e amarga existência.
Sem respeito pelo o corpo que habita,
Importa-se apenas com a alma...
Este estúpido coração
Que não pensa, que não faz nada certo
Que acredita em falsas promessas
E que acredita ser imortal...
Se assim continuar, 
Logo, logo um xeque-mate fatal.


J.C.

domingo, 15 de maio de 2011

armadilha

Mais uma vez, a mesma armadilha...
Não, isso não é amor,
Não  nesta manhã.
E é isso que causa certa dor:
A incerteza do amanhã.


Sonhos, devaneios e ilusões.
Perda do bom senso e da razão.
Guiada por fortes emoções,
Essa pobre alma machuca seu coração.


Tormento constante;
Alívio de uma noite;
Suspiro apaixonante.


E tudo que parece uma constante
Um dia deixará de ser.

sábado, 14 de maio de 2011

Prefiro sumir e deixar saudades...
Do que ficar e deixar raiva...

A melhor parte de mim emerge qd estou sozinha e livre;
Então, por favor,não me prenda...

"My life is an arduous game. I fight and I work hard to get what I want. When I get it, I got depressed. If I don’t get it, I also get down. There is more fun in playing than winning, because after winning I just don’t know what to do. Playing is exciting, and I’m addicted to playing this game: life."


Jackie C.

sem ponto e final

"Não quero mais pensar sobre o que poderia ter sido
Ou sobre o que deixei de ser
Flutuantes ilusões
Arrebatadoras paixões
Um sonho que perdeu a cor
O coração já sem amor
A vida sem idade
O descanso da vaidade 
Repousa no espelho quebrado
O amor não correspondido 
O sol escondido
Dando espaço à tormenta
Muitos apertos, aflições,vírgulas e livros
& nenhum ponto final ou alívio"


Jackie C.

where is the wind?

WHERE IS THE WIND?


It's a hot day in an empty summer
There was a time when I used to laugh loud
On the summer evenings
I could swim and even fly...
My friends have gone
My lovers and family too
But the sunset has always been there for me
Is there something more peaceful,
beatiful and complete than a sunset?
Oh, of course, love is so beautiful as it...
But, one day, love may last
While the sunset will be always there
for me


J.C.
"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."

Clarice Lispector

prazer obscuro na dor

PRAZER OBSCURO NA DOR


Há um certo prazer na dor
A melancolia pode nos trazer sabedoria
E nos ensinar muito mais que o amor
Necessitamos sentir falta de algo
Nunca completos estamos
Sempre sentimos falta de alguém
E continuamos a sofrer
Medo de perder e a vontade de ganhar
Desejos e assombrações que alimentamos
Sem motivo racional
Por isso digo, há um certo prazer obscuro na dor
Que nos faz repensar o que somos
E nos ensina a procurar conforto em nós mesmos.




J.C.